quinta-feira, 28 de abril de 2011

Quando as coisas acabam

Ver as coisas irem embora
Não é fácil pra ninguém
Mais difícil ainda
É ver se desfazer com o tempo aquilo que se tem.
Não acreditar no fim é sintoma
Não ter mais por perto os braços que lhe tomavam.
O encontro dos olhares
Já não reflete nada
Além de uma energia de uma atmosfera pesada.
Ambos se enganando, se desconhecendo
Forçando a barra para continuar sendo
Um casal, que ali já não mais existe
Nada mais que beijos tristes
E sem calor, as paredes já perderam a cor
Dividir o lençol e os objetivos já não faz sentido
Onde acabou o sonho de serem
Mulher e marido.

Ingrid Marinho

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