Venha cá, chega perto
Olha pra mim
Diz agora o que você tem
Pra me manter assim, tão atraída
Você deve saber,
Não diga que não sabe
Venha cá, abrace-me
Deixe- me sentir seu coração bater junto ao meu
Olha pra mim
Diz agora que quer me beijar
Que vai durar pra sempre
Pode até ser mentira, mas me faça acreditar
Vai lá, pode tentar
Eu juro que deixo
Encha meus olhos com lágrimas
Que sejam de alegria
Prometa que fica
E se for
Prometa que voltará...
Voltará, virá aqui
Chegará perto,
Abraçar-me-á
E fará tudo como tem que ser.
Ingrid Marinho
domingo, 16 de outubro de 2011
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Fica a dica
Sinto que a culpa, realmente, é minha.
Não. Não culpo você.
Você não tem culpa de nada.
Na verdade, olhando bem, analisando com calma
Você não teria a capacidade de fazer isso sozinho.
Sem a ajuda da minha carência de mãos dadas à minha imaginação
sem limites, você que pareceu ter a força de um furacão,
não passaria dum sopro de criança que tenta apagar a vela do bolo.
É, tenho que aprender a controlá-las. Elas fazem um estrago...
Elas sim, sozinhas são capazes de construir grandes arranha-céus onde não
há alicerce. E num estalar de dedos, num abrir de olhos, num despertar tudo cai.
Desejo que você seja feliz, de verdade.
Mas desejo que não faça com outras o que deixou acontecer comigo.
Não deixe meias palavras rolarem, não dê margens à ambiguidades.
Faça-se entender.
Não tenha duas palavras.
Não esqueça suas promessas.
E principalmente não prometa o que não poderá cumprir.
Não. Não culpo você.
Você não tem culpa de nada.
Na verdade, olhando bem, analisando com calma
Você não teria a capacidade de fazer isso sozinho.
Sem a ajuda da minha carência de mãos dadas à minha imaginação
sem limites, você que pareceu ter a força de um furacão,
não passaria dum sopro de criança que tenta apagar a vela do bolo.
É, tenho que aprender a controlá-las. Elas fazem um estrago...
Elas sim, sozinhas são capazes de construir grandes arranha-céus onde não
há alicerce. E num estalar de dedos, num abrir de olhos, num despertar tudo cai.
Desejo que você seja feliz, de verdade.
Mas desejo que não faça com outras o que deixou acontecer comigo.
Não deixe meias palavras rolarem, não dê margens à ambiguidades.
Faça-se entender.
Não tenha duas palavras.
Não esqueça suas promessas.
E principalmente não prometa o que não poderá cumprir.
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Agradecimento
Seria uma grande injustiça,
Dizer que toda a tristeza
E toda dor se foram.
Não. Elas ainda estão aqui.
Estamos, elas e eu, adaptando-nos uma às outras.
Sim, vou conviver com elas por bastante tempo, por tempo indeterminado,
Se não para sempre.
Meu coração apertou, aperta e apertará toda vez que um pensamento me
carregar até nossas viagens literárias.
Até eu ficar boquiaberta mais uma vez com sua incrível inteligência e autoridade
sobre o que fala.
Até eu ouvir sair da minha boca, inconscientemente um: "Ela é foda!"
E toda vez que eu ouvir Chico Buarque, Renato Russo, Cazuza, Cássia Eller e
Jorge Vercilo, uma lágrima vai escorrer pela minha face, eu sei.
Só me arrependo dos elogios que não fiz diretamente, das vezes em que
reclamei dos textos ditados e de não ter abraçado mais.
Sentirei imensamente sua ida. Já sinto. Nós sentimos.
Até os que tiravam suas aulas para dormir vão sentir.
A vida é assim mesmo? Pega a gente de surpresa sempre?
Pura maldade, não acha?
Só sei que onde quer que eu chegue, lembrarei pra sempre de tudo o que vivi
em suas aulas porque, pra mim, o que está no coração não se esquece.
De uma aluna, mais que grata, honrada, um MUITÍSSIMO obrigada!
Ingrid Marinho
Dizer que toda a tristeza
E toda dor se foram.
Não. Elas ainda estão aqui.
Estamos, elas e eu, adaptando-nos uma às outras.
Sim, vou conviver com elas por bastante tempo, por tempo indeterminado,
Se não para sempre.
Meu coração apertou, aperta e apertará toda vez que um pensamento me
carregar até nossas viagens literárias.
Até eu ficar boquiaberta mais uma vez com sua incrível inteligência e autoridade
sobre o que fala.
Até eu ouvir sair da minha boca, inconscientemente um: "Ela é foda!"
E toda vez que eu ouvir Chico Buarque, Renato Russo, Cazuza, Cássia Eller e
Jorge Vercilo, uma lágrima vai escorrer pela minha face, eu sei.
Só me arrependo dos elogios que não fiz diretamente, das vezes em que
reclamei dos textos ditados e de não ter abraçado mais.
Sentirei imensamente sua ida. Já sinto. Nós sentimos.
Até os que tiravam suas aulas para dormir vão sentir.
A vida é assim mesmo? Pega a gente de surpresa sempre?
Pura maldade, não acha?
Só sei que onde quer que eu chegue, lembrarei pra sempre de tudo o que vivi
em suas aulas porque, pra mim, o que está no coração não se esquece.
De uma aluna, mais que grata, honrada, um MUITÍSSIMO obrigada!
Ingrid Marinho
sábado, 20 de agosto de 2011
Seu lado da cama
E hoje, que acordei com o seu lado da cama frio.
Acordei com vontade de dizer que sinto saudades e espero que volte logo.
Que seu travesseiro já está quase sem perfume de tanto que cheirei nas noites em que chorei.
Em seu lado frio da cama.
Eu já escrevi milhares de cartas que jamais enviei, estão todas guardadas em minhas gavetas de timidez.
Já me cansei de contar as noites em que o frio de seu lado me incomodou e que fui dormir no sofá como se esperasse você voltar de madrugada, pra me pegar no colo com seu corpo quente e me levar de volta pra cama.
E assim eu acordaria com seu lado da cama quente outra vez.
Mas isso não acontece. Você não volta. Seu lado da cama não esquenta.
E então eu deito em seu lugar, abraço mais uma vez seu travesseiro e adormeço sentindo seu cheiro.
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Super companheira
Conhecemo-nos desde 1999, quando éramos ainda do jardim. Éramos coleguinhas... Aí ela mudou de escola e ficamos uns cinco anos longe uma da outra.
Na 3ª série eu fui pra escola onde, por acaso, ela estudava. Aproximamo-nos mais, viramos amiguinhas. Estudamos naquela escola até a 5ª série. Saímos
Na 3ª série eu fui pra escola onde, por acaso, ela estudava. Aproximamo-nos mais, viramos amiguinhas. Estudamos naquela escola até a 5ª série. Saímos
![]() |
| Raiene e eu IEGRS 2010 |
E fomos, por acaso, pra mesma escola. Ela virou uma das minhas melhores amigas. Desde então estudamos juntas até a 8ª série em que mudei de escola e no 1º ano fomos pra mesma escola de novo.
Cara, a Raiene é muitíssimo importante pra mim. Sou o que sou porque ela esteve, e está, comigo por tanto tempo.
Cara, a Raiene é muitíssimo importante pra mim. Sou o que sou porque ela esteve, e está, comigo por tanto tempo.
Ela com certeza faz parte da minha vida. Sinto-me, realmente, muito bem quando tô com ela, quando conversamos... Fico feliz em saber que ela está feliz. Ela é uma amiga de verdade.
Depois de tantos anos, não há um dia que passe sem que eu pense em como me faz falta chagar na escola e encontra-la. Suas ironias e mancadas... Sem suas ideias mirabolantes, sem seu senso de organização e sua boa vontade... Migs, linda, meu bem! Amo você demais e nenhuma escola vai nos separar!
terça-feira, 5 de julho de 2011
Amigas de infância
![]() |
| Laís, Thuyla e eu. Meu aniversário 16 anos-2010. |
Em homenagem a este mês, que eu acho, lindo vou fazer posts (tentarei) diários com fotos e dedicatória aos meu amigos.
Começarei então, por ordem aleatória com as minhas primeiras amigas Laís Araújo (esq.) e Thuyla Lyra(dir.).
Conheço as duas desde... Que nasci! Éramos vizinhas, as três, até que a Thuyla se mudou pra Brasília quando éramos ainda pequenas. Ela foi e voltou algumas vezes. Ficou neste itinerário Rio/Brasília/Minas um tempo e tá em Brasília de novo :/. Laís e eu continuamos vizinhas até hoje. Embora, o tempo tenha nos afastado um pouco, nos tenha feito conhecer outras pessoas, graças a Deus continuamos juntas, se não fisicamente, com o coração. Tenham certeza que vocês estarão sempre em meu coração, em minhas preces e no meu futuro. É bom saber que mesmo estando uma eternidade longe uma das outras quando nos encontramos contamos tudo, sem a menor vergonha ou receio.
Amo vocês demais!
Ingrid Marinho
sexta-feira, 17 de junho de 2011
Gangorra
Ai, a vida. Estou eu aqui pensando, enquanto meu cachorro, do meu lado direito, tenta encontrar a melhor posição para se deitar...
Às vezes vejo a vida como uma gangorra. Sim, uma gangorra.
Quando se é criança e você sobe numa gangorra e pede pra alguém maior sentar do outro lado, só pra se ter o prazer de parecer voar.
Sim naquele momento você sente aquele frio na barriga, a adrenalina e uma vontade
de rir... Comigo acontece, pelo menos.
Mas quando a pessoa maior se enche e quer sair ela não pode sair do nada,
assim você pode se machucar, né?
Então a pessoa sobe vagarosamente até que você vá se aproximando, e possa
encostar os pés no chão.
Então, você sai dali com uma leveza que não tinha antes... Com um sorriso no
rosto, uma lembrança boa de criança.
Isso também acontece na vida... Nos momentos felizes, com a família, com
os amigos, no trabalho, na escola. Também saímos com leveza, com um
sorriso no rosto.
Então, como se sabe a gangorra nunca fica baixa de um lado só.
E quando tudo parecer errado, fora do lugar, pense: "Esta gangorra vai subir!"
Ingrid Marinho
Às vezes vejo a vida como uma gangorra. Sim, uma gangorra.
Quando se é criança e você sobe numa gangorra e pede pra alguém maior sentar do outro lado, só pra se ter o prazer de parecer voar.
Sim naquele momento você sente aquele frio na barriga, a adrenalina e uma vontade
de rir... Comigo acontece, pelo menos.
Mas quando a pessoa maior se enche e quer sair ela não pode sair do nada,
assim você pode se machucar, né?
Então a pessoa sobe vagarosamente até que você vá se aproximando, e possa
encostar os pés no chão.
Então, você sai dali com uma leveza que não tinha antes... Com um sorriso no
rosto, uma lembrança boa de criança.
Isso também acontece na vida... Nos momentos felizes, com a família, com
os amigos, no trabalho, na escola. Também saímos com leveza, com um
sorriso no rosto.
Então, como se sabe a gangorra nunca fica baixa de um lado só.
E quando tudo parecer errado, fora do lugar, pense: "Esta gangorra vai subir!"
Ingrid Marinho
terça-feira, 14 de junho de 2011
Eita cupido BESTA!
Junho. O mês mais romântico do ano, o mês mais desesperador pra mim todos os anos, muito mais neste.
Sabe quando você sente que vai dar certo, que a coisa tá fluindo e do nada PUFF! Tudo muda?
Passou um caminhão e eu nem vi. Alguém anotou a placa? Só sinto as dores do impacto. E que dores...
Como pode uma pessoa ser tão complexa, tão enrolada, incomum e culposamente apaixonante? Depois dizem que as mulheres são mais enroladas! Não, não somos não!
Isso é história pra boi dormir. Não que as mulheres não sejam, mas isso não vem ao caso de qualquer forma.
Dizer que está namorando, que o relacionamento não tá legal e não terminar? COMO ASSIM? Ih! Essa gente estranha... Não dá pra se amarrar ao que não é bom! Ninguém gosta disso. Ninguém!
Enfim, só sei que enquanto ele está lá com a namorada que ele diz não gostar, eu tô aqui sozinha. Triste né? É, eu sei.
Tava na dúvida se postava ou não algo sobre este mês encantador que é Junho e optei, por fim, por postar. A verdade é que eu não sabia se estava preparada pra falar desse assunto tão sentimental.
Acho, tenho quase certeza, que meu querido cupido tá de mal comigo. Mal nada, ele me odeia! Se existe mesmo essa coisa de dedo podre os meus dez foram agraciados.
É isso aí...
Bom, não sei lidar bem com essa minha solteirisse imposta pelos outros. Logo, vê-se que não sou bem resolvida. O que não me impede de sonhar, pelo contrário. Alimenta os meus sonhos, sim sou total e assumidamente idealizadora e fã de um platonismo amoroso. É meio tenso lidar com a realidade, mas eu supero (:.
Mas esqueçamos por uns instantes de mim e de minha fértil imaginação e voltemos a culpar meu cupido. Já que ele é o responsável por este fracasso que é minha vida amorosa.
Então, seu cupido. Vê se acerta da próxima vez, estuda o caso com carinho antes de me meter em outro barco furado. Vamos colaborar né?
Então, aos que estão amando, se apaixonando, gostando ou só "se conhecendo", um FELIZ JUNHO! s2s2s2
Ingrid Marinho
Sabe quando você sente que vai dar certo, que a coisa tá fluindo e do nada PUFF! Tudo muda?
Passou um caminhão e eu nem vi. Alguém anotou a placa? Só sinto as dores do impacto. E que dores...
Como pode uma pessoa ser tão complexa, tão enrolada, incomum e culposamente apaixonante? Depois dizem que as mulheres são mais enroladas! Não, não somos não!
Isso é história pra boi dormir. Não que as mulheres não sejam, mas isso não vem ao caso de qualquer forma.
Dizer que está namorando, que o relacionamento não tá legal e não terminar? COMO ASSIM? Ih! Essa gente estranha... Não dá pra se amarrar ao que não é bom! Ninguém gosta disso. Ninguém!
Enfim, só sei que enquanto ele está lá com a namorada que ele diz não gostar, eu tô aqui sozinha. Triste né? É, eu sei.
Tava na dúvida se postava ou não algo sobre este mês encantador que é Junho e optei, por fim, por postar. A verdade é que eu não sabia se estava preparada pra falar desse assunto tão sentimental.
Acho, tenho quase certeza, que meu querido cupido tá de mal comigo. Mal nada, ele me odeia! Se existe mesmo essa coisa de dedo podre os meus dez foram agraciados.
É isso aí...
Bom, não sei lidar bem com essa minha solteirisse imposta pelos outros. Logo, vê-se que não sou bem resolvida. O que não me impede de sonhar, pelo contrário. Alimenta os meus sonhos, sim sou total e assumidamente idealizadora e fã de um platonismo amoroso. É meio tenso lidar com a realidade, mas eu supero (:.
Mas esqueçamos por uns instantes de mim e de minha fértil imaginação e voltemos a culpar meu cupido. Já que ele é o responsável por este fracasso que é minha vida amorosa.
Então, seu cupido. Vê se acerta da próxima vez, estuda o caso com carinho antes de me meter em outro barco furado. Vamos colaborar né?
Então, aos que estão amando, se apaixonando, gostando ou só "se conhecendo", um FELIZ JUNHO! s2s2s2
Ingrid Marinho
sábado, 4 de junho de 2011
E agora?
Como vai ser quando a gente se encontrar?
Você vai me olhar do mesmo jeito de sempre,
Ou vai ter um brilho no olhar?
Você me verá enrubescer e abaixar a cabeça fitando o chão
Você vai levantar a minha cabeça pelo meu queixo com seu dedo indicador,
Ou vai se apressar, querendo que tudo acabe logo?
Você vai me abraçar do mesmo jeito?
Vai me beijar a face, como sempre faz,
Ou tudo vai mudar?
Não saberemos mais como agir,
Vamos parecer dois idiotas no meio da rua?
Ou você poderá até passar por mim como um desconhecido
Que eu pensei ter visto em um sonho.
Ingrid Marinho
Você vai me olhar do mesmo jeito de sempre,
Ou vai ter um brilho no olhar?
Você me verá enrubescer e abaixar a cabeça fitando o chão
Você vai levantar a minha cabeça pelo meu queixo com seu dedo indicador,
Ou vai se apressar, querendo que tudo acabe logo?
Você vai me abraçar do mesmo jeito?
Vai me beijar a face, como sempre faz,
Ou tudo vai mudar?
Não saberemos mais como agir,
Vamos parecer dois idiotas no meio da rua?
Ou você poderá até passar por mim como um desconhecido
Que eu pensei ter visto em um sonho.
Ingrid Marinho
Se um dia...
Se um dia eu tiver coragem
Pra lhe dizer tudo o que eu sinto,
Olhando em seus olhos, sem hesitar
Sem tremer e temer a sua resposta.
Quando em mim, formar-se tal segurança
De que posso ouvir uma negativa
Sem que acabe em mim qualquer vida
Qualquer sonho
Talvez neste dia
Eu sinta você mais distante,
Frio e sem carinho
O que vai me fazer mudar de ideia
Instantaneamente
O medo de mim vai tomar conta
Meus atos e pensamentos
Resultarão em apenas uma coisa
Não vou precisar dizer e você vai ver
Que eu não vivo sem você.
Ingrid Marinho
Pra lhe dizer tudo o que eu sinto,
Olhando em seus olhos, sem hesitar
Sem tremer e temer a sua resposta.
Quando em mim, formar-se tal segurança
De que posso ouvir uma negativa
Sem que acabe em mim qualquer vida
Qualquer sonho
Talvez neste dia
Eu sinta você mais distante,
Frio e sem carinho
O que vai me fazer mudar de ideia
Instantaneamente
O medo de mim vai tomar conta
Meus atos e pensamentos
Resultarão em apenas uma coisa
Não vou precisar dizer e você vai ver
Que eu não vivo sem você.
Ingrid Marinho
sábado, 28 de maio de 2011
Desejo e destino
Era uma noite particularmente escura, diferente de qualquer outra que Júlia se lembrasse. No céu brilhava alta e alva, a lua.
Júlia e André iam em direção ao parque que estava na cidade naquele mês. Eram amigos desde que se lembravam, suas mães eram amigas e vizinhas, mas era fato notável para qualquer um que havia algo a mais.
Logo que entraram pelos grandes portões do parque, viram uma faixa grande que dizia:
“Madame Zorah: conto segredos seus que nem você sabe.”
Foi quase combinado, ao lerem a faixa Júlia e André olharam um para o outro e começaram a rir.
Embora estivesse rindo, Júlia sentia em seu coração que algo iria mudar naquela noite. Passaram na porta da tenda e ouviram uma voz lá de dentro:
- Júlia, não tem algo que te perturba?- E Júlia deu um salto, visivelmente assustada.
-Jú, eu acho que ela tá te chamando-André disse com a voz trêmula.
-Para André. Não brinca assim- Disse Júlia, pegando no braço do amigo e caminhando pra dentro da tenda.
- Quê que você tá fazendo? Você vai mesmo entrar aí sua doida?- disse André sussurrando.
-Tá com medo André? Não precisa ficar. Madame Zorah só faz o bem- Disse uma mulher vestida de vermelho, de longos cabelos negros, que aparentava ter uns 40 anos, sentada a uma mesa com toalha vermelha com detalhes dourados que tinha uma bola de cristal onde ela passava as mãos simultaneamente.
- É... A senhora nos conhece? De onde?-Júlia perguntou de pé, cruzando os braços em frente à mulher.
-Madame Zorah sabe de tudo, minha querida- disse a mulher quarentona, soltando um leve sorriso.
- Aham... Sei. Tudo, tipo o quê?-Disse Júlia se sentando. Enquanto André observava tudo de longe.
-Tipo, que você quebrou o braço quando tinha nove anos, andando de bicicleta-Madame Zorah disse levantando as sobrancelhas.
-Ah... E o quê mais você sabe da minha vida, Madame?- Disse Júlia em um tom curioso.
-Madame Zorah sabe tudo o que quer saber e o que você também não sabe minha cara.
-Exemplifique, por favor- disse Júlia.
-Você o André se conhecem desde sempre. São muito próximos, não irmãos. Vai, além disso, são melhores amigos um do outro...
- É-Júlia e André disseram juntos.
-Não terminei. Muito embora, a relação de vocês vá além... - disse a cartomante em um tom sugestivo.
-Sim, senhora... Quero dizer... André e eu somos muito próximos sim, quase irmãos.
-Não, meu bem. Quando digo além, falo de destino, amor, almas gêmeas- disse Zorah sorrindo.
-Como assim?- Júlia e André disseram juntos novamente.
-Ah, vocês não se declararam ainda? Uh! Desculpe! Estraguei sua surpresa, André? Montanha russa era uma boa pedida-disse Zorah piscando para André. Júlia rapidamente olhou para trás e viu o amigo totalmente sem graça olhando para baixo, com as mãos nos bolsos- Ele tinha uma aliança, sabia? Muito fofo!
-Não, eu não sabia!-Júlia virou-se para trás- André, você conhece essa mulher?
-Claro que não, Júlia! De onde eu a conheceria?
-Ah! Sei lá!-e Júlia saiu da tenda correndo.
- Quem é você?- André perguntou a Zorah e saiu correndo atrás de Júlia.
-A força de seus pensamentos, querido. A força de seus pensamentos- Madame Zorah disse quase num sussurro.
-Jú! Espera!- André gritou alcançando a amiga.
-O que foi isso?-Júlia disse visivelmente abalada, abraçando o amigo.
-Não sei- André disse envolvendo-a em seus braços
Depois de alguns minutos abraçados em silêncio Júlia perguntou:
-André, é verdade o que ela disse?- disse Júlia olhando pra André com a cabeça encostada em seu peito.
André ajoelhou-se em frente à Júlia, tirou do bolso uma caixinha vermelha, abriu-a e disse:
-Não foi na montanha russa, mas vale? Júlia Laranjeira quer ser minha namorada?
-Ah! André- Júlia abaixou-se até André e o beijou.
Semanas depois Júlia e André foram atrás de madame Zorah, para agradecê-la. Ao chegarem ao parque não viram nem a faixa nem a tenda de Madame Zorah. Resolveram perguntar ao segurança.
-Com licença, senhor. O senhor poderia me informar onde está Madame Zorah?- André perguntou.
-Madame Zorah? Tem ninguém neste parque com esse nome não, garoto.
-Como não? Viemos aqui há duas semanas e ela estava.
Júlia e André iam em direção ao parque que estava na cidade naquele mês. Eram amigos desde que se lembravam, suas mães eram amigas e vizinhas, mas era fato notável para qualquer um que havia algo a mais.
Logo que entraram pelos grandes portões do parque, viram uma faixa grande que dizia:
“Madame Zorah: conto segredos seus que nem você sabe.”
Foi quase combinado, ao lerem a faixa Júlia e André olharam um para o outro e começaram a rir.
Embora estivesse rindo, Júlia sentia em seu coração que algo iria mudar naquela noite. Passaram na porta da tenda e ouviram uma voz lá de dentro:
- Júlia, não tem algo que te perturba?- E Júlia deu um salto, visivelmente assustada.
-Jú, eu acho que ela tá te chamando-André disse com a voz trêmula.
-Para André. Não brinca assim- Disse Júlia, pegando no braço do amigo e caminhando pra dentro da tenda.
- Quê que você tá fazendo? Você vai mesmo entrar aí sua doida?- disse André sussurrando.
-Tá com medo André? Não precisa ficar. Madame Zorah só faz o bem- Disse uma mulher vestida de vermelho, de longos cabelos negros, que aparentava ter uns 40 anos, sentada a uma mesa com toalha vermelha com detalhes dourados que tinha uma bola de cristal onde ela passava as mãos simultaneamente.
- É... A senhora nos conhece? De onde?-Júlia perguntou de pé, cruzando os braços em frente à mulher.
-Madame Zorah sabe de tudo, minha querida- disse a mulher quarentona, soltando um leve sorriso.
- Aham... Sei. Tudo, tipo o quê?-Disse Júlia se sentando. Enquanto André observava tudo de longe.
-Tipo, que você quebrou o braço quando tinha nove anos, andando de bicicleta-Madame Zorah disse levantando as sobrancelhas.
-Ah... E o quê mais você sabe da minha vida, Madame?- Disse Júlia em um tom curioso.
-Madame Zorah sabe tudo o que quer saber e o que você também não sabe minha cara.
-Exemplifique, por favor- disse Júlia.
-Você o André se conhecem desde sempre. São muito próximos, não irmãos. Vai, além disso, são melhores amigos um do outro...
- É-Júlia e André disseram juntos.
-Não terminei. Muito embora, a relação de vocês vá além... - disse a cartomante em um tom sugestivo.
-Sim, senhora... Quero dizer... André e eu somos muito próximos sim, quase irmãos.
-Não, meu bem. Quando digo além, falo de destino, amor, almas gêmeas- disse Zorah sorrindo.
-Como assim?- Júlia e André disseram juntos novamente.
-Ah, vocês não se declararam ainda? Uh! Desculpe! Estraguei sua surpresa, André? Montanha russa era uma boa pedida-disse Zorah piscando para André. Júlia rapidamente olhou para trás e viu o amigo totalmente sem graça olhando para baixo, com as mãos nos bolsos- Ele tinha uma aliança, sabia? Muito fofo!
-Não, eu não sabia!-Júlia virou-se para trás- André, você conhece essa mulher?
-Claro que não, Júlia! De onde eu a conheceria?
-Ah! Sei lá!-e Júlia saiu da tenda correndo.
- Quem é você?- André perguntou a Zorah e saiu correndo atrás de Júlia.
-A força de seus pensamentos, querido. A força de seus pensamentos- Madame Zorah disse quase num sussurro.
-Jú! Espera!- André gritou alcançando a amiga.
-O que foi isso?-Júlia disse visivelmente abalada, abraçando o amigo.
-Não sei- André disse envolvendo-a em seus braços
Depois de alguns minutos abraçados em silêncio Júlia perguntou:
-André, é verdade o que ela disse?- disse Júlia olhando pra André com a cabeça encostada em seu peito.
-É- disse André soltando-se da amiga e olhando pra baixo- Júlia levantou o rosto de André pelo queixo fazendo com que os olhos dele se encontrassem com os dela.
-Só pra você saber, eu ia adorar. Não precisa ficar sem graça-Júlia disse sorrindo.André ajoelhou-se em frente à Júlia, tirou do bolso uma caixinha vermelha, abriu-a e disse:
-Não foi na montanha russa, mas vale? Júlia Laranjeira quer ser minha namorada?
-Ah! André- Júlia abaixou-se até André e o beijou.
Semanas depois Júlia e André foram atrás de madame Zorah, para agradecê-la. Ao chegarem ao parque não viram nem a faixa nem a tenda de Madame Zorah. Resolveram perguntar ao segurança.
-Com licença, senhor. O senhor poderia me informar onde está Madame Zorah?- André perguntou.
-Madame Zorah? Tem ninguém neste parque com esse nome não, garoto.
-Como não? Viemos aqui há duas semanas e ela estava.
-Nunca existiu nenhuma madame Zorah aqui. Deve estar no parque errado, garoto. Com licença.
Um sopro forte de vento passou e Júlia se agarrou a André e os dois foram embora.
Às vezes, queremos tanto as coisas que quando elas acontecem atribuímos os méritos a outras coisas, outras pessoas. Sem querer acreditar que é só destino dizendo sim aos nossos desejos.
Ingrid Marinho
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Já não sei
Toda vez que te vejo
É a mesma coisa louca
Sinto a respiração se apressar
E o coração pulsar na boca
Ouvir-te falar de mim em saudoso tom
Faz-me ter lembranças de um passado bom
Tenho que confessar que sinto saudades sim
E isso não envergonha a mim
Afirmar que eu te amei
E que hoje já não sei
Se te esqueci.
Ingrid Marinho
É a mesma coisa louca
Sinto a respiração se apressar
E o coração pulsar na boca
Ouvir-te falar de mim em saudoso tom
Faz-me ter lembranças de um passado bom
Tenho que confessar que sinto saudades sim
E isso não envergonha a mim
Afirmar que eu te amei
E que hoje já não sei
Se te esqueci.
Ingrid Marinho
sábado, 7 de maio de 2011
Pronta pra te amar
Me sinto mal
Por não ser o bem de alguém
Me sinto mal por não ter ninguém
É tão ruim
Não gosto de me sentir assim
Eu quero alguém pra mim
Faço mal por querer minha metade?
É errado querer um amor de verdade?
Em meus sonhos eu te vejo
E isso aumenta meu desejo
Te quero sempre mais
Isso tira minha paz
Te quero mais perto
Quero a certeza do certo
Será mesmo que não vê
Que sou louca por você?
Quando vai vir ao meu encontro?
Você é, ou, só se faz de tonto?
Não é difícil de enxergar
Que tô pronta pra te amar.
Ingrid Marinho
Por não ser o bem de alguém
Me sinto mal por não ter ninguém
É tão ruim
Não gosto de me sentir assim
Eu quero alguém pra mim
Faço mal por querer minha metade?
É errado querer um amor de verdade?
Em meus sonhos eu te vejo
E isso aumenta meu desejo
Te quero sempre mais
Isso tira minha paz
Te quero mais perto
Quero a certeza do certo
Será mesmo que não vê
Que sou louca por você?
Quando vai vir ao meu encontro?
Você é, ou, só se faz de tonto?
Não é difícil de enxergar
Que tô pronta pra te amar.
Ingrid Marinho
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Não escolhi
Pra quê sumir sem dar sinal?
Pra quê me deixar de baixo astral?
Me explica o que pretende me deixando sem notícias de você
Sumindo de repente
Não faz com que me sentimento diminua
Infelizmente, faz com que aumente
Não é voluntário, acredite.
Não é opção, eu não escolhi, é assim, mesmo que eu hesite.
Por favor, não vá!
Não suportaria ver você se afastar
Não peço, embora eu queira, que se apaixone por mim
Só peço que me deixe estar perto, bem assim.
Ingrid Marinho
Pra quê me deixar de baixo astral?
Me explica o que pretende me deixando sem notícias de você
Sumindo de repente
Não faz com que me sentimento diminua
Infelizmente, faz com que aumente
Não é voluntário, acredite.
Não é opção, eu não escolhi, é assim, mesmo que eu hesite.
Por favor, não vá!
Não suportaria ver você se afastar
Não peço, embora eu queira, que se apaixone por mim
Só peço que me deixe estar perto, bem assim.
Ingrid Marinho
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Quando as coisas acabam
Ver as coisas irem embora
Não é fácil pra ninguém
Mais difícil ainda
É ver se desfazer com o tempo aquilo que se tem.
Não acreditar no fim é sintoma
Não ter mais por perto os braços que lhe tomavam.
O encontro dos olhares
Já não reflete nada
Além de uma energia de uma atmosfera pesada.
Ambos se enganando, se desconhecendo
Forçando a barra para continuar sendo
Um casal, que ali já não mais existe
Nada mais que beijos tristes
E sem calor, as paredes já perderam a cor
Dividir o lençol e os objetivos já não faz sentido
Onde acabou o sonho de serem
Mulher e marido.
Ingrid Marinho
Não é fácil pra ninguém
Mais difícil ainda
É ver se desfazer com o tempo aquilo que se tem.
Não acreditar no fim é sintoma
Não ter mais por perto os braços que lhe tomavam.
O encontro dos olhares
Já não reflete nada
Além de uma energia de uma atmosfera pesada.
Ambos se enganando, se desconhecendo
Forçando a barra para continuar sendo
Um casal, que ali já não mais existe
Nada mais que beijos tristes
E sem calor, as paredes já perderam a cor
Dividir o lençol e os objetivos já não faz sentido
Onde acabou o sonho de serem
Mulher e marido.
Ingrid Marinho
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Eu sei
Coração, eu te avisei
Não te apaixone
Acredite, eu sei
Mas é um sentimento que
Vem não sei do que, não sei de onde
Que faz doer quando ele está longe
Prometi a mim não mais sofrer
Mas adianta promessa diante de tanto querer?
Sinto que em seu abraço eu poderia viver
O tempo passaria sem eu perceber
Acredite, eu sei
Pernas e mãos tremem, suam sem poder controlar
Só de longe te olhar
Devaneio, coisas da mente?
Isso não sei dizer, realmente
Mas sei que é maldade o que acontece comigo
Querer como namorado quem só quer ser amigo.
Ingrid Marinho
Não te apaixone
Acredite, eu sei
Mas é um sentimento que
Vem não sei do que, não sei de onde
Que faz doer quando ele está longe
Prometi a mim não mais sofrer
Mas adianta promessa diante de tanto querer?
Sinto que em seu abraço eu poderia viver
O tempo passaria sem eu perceber
Acredite, eu sei
Pernas e mãos tremem, suam sem poder controlar
Só de longe te olhar
Devaneio, coisas da mente?
Isso não sei dizer, realmente
Mas sei que é maldade o que acontece comigo
Querer como namorado quem só quer ser amigo.
Ingrid Marinho
Tempos que não voltam mais
Foi embora tão rápido
Nem deu tempo de se despedir
Não pude ver, pela última vez, você sorrir
Tem sempre que acabar desse jeito
Corações partidos, dor dentro do peito ?
Não dá pra saber de quem é a culpa
Talvez seja do destino que separa quem se junta
Mas não vou parar a minha vida
Vou curar as feridas
Com o remédio do tempo
Vou deixar sarar ao vento
O que a separação me causou
Sei, o destino espera que eu sofra
Ao lembrar sua voz rouca
Através do celular
Mas, são lembranças que guardo
O seu carinho, seu afago
Que nunca quero deixar
Mas não vou me afogar em lágrimas
Nem vou lembrar das mágoas
Que o fim consigo traz
Eu sei que vou, muitas vezes, olhar para trás
Mas olharei com saudades nos olhos, os tempos que não voltam mais.
Ingrid Marinho
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